Será que podemos reinventar-nos? Perguntou hoje alguém.



Não há um último pensamento em si e por si.
Em alguns
insectos machos, há um último acto, que é de amor, após o qual morrem.
Mas não há pensamento que esgote as virtualidades do espírito.
Há
porém uma estranha tendência (em todos os espíritos de certa ordem) que
é a de avançarem sempre rumo a não sei que ponto de não sei que céu.
Paul Valéry
via Trama, Introdução ao Método de Leonardo da Vinci
Um filme de Giuseppe Tornatore. Um filme sobre a vida, sobre a infância, a adolescência, a maturidade e o envelhecimento, o cair das folhas dos sonhos ao longo do caminho e uma amizade que sobrevive a tudo, entre um velho e um rapaz.
Às vezes apetece-me dizer a um amigo: big, big mistake! No entanto, nunca o fiz. Acredito que cada um de nós tem a sua aprendizagem e esta só se concretiza pelos erros que cometemos na vida. Dói-me vê-los cair, dói-me vê-los enterrarem-se, dói-me vê-los emparedarem-se vivos, por vezes, e, no entanto, nada digo. Limito-me a ficar ao lado deles; se um deles me estender a mão, eu agarro. Mas só se me estenderem a mão. Se o não fizerem, fico ali, limito-me a amá-los. Há quem não compreenda. Mas há que respeitar a liberdade com que nascemos. Sem dúvida que todos nascemos livres e haveremos de morrer ainda mais livres, a menos que alguém, bem-intencionado, mas que não saiba amar, resolva viver as nossas dores por nós. E eu? Porque é que quase não cometo erros? Porque vejo para a frente e para trás, infinitamente e, por vezes, interrogo-me: porque é que ainda cá estou?




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